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Estrela 13 - Chloroleucon tortum

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Chloroleucon tortum (Mart.) Barneby & J.W.Grimes Chamada vulgarmente de Jurema, Jacaré, Tataré e outros nomes, esta árvore nativa de Búzios e Cabo Frio (segundo Pio Corrêa vai do Rio de Janeiro até o Pará) é uma leguminosa incrivelmente retorcida. Até seu legume (legume em botaniquês designa fruto seco que se abre por duas fendas laterais) contorce-se a ponto de formar, não uma vagem, com silhueta de vagem, como as das outras leguminosas, mas uma bolota enovelada que lhe valeu o antigo nome científico Pythecolobium que significa orelha de macaco. Roberto Burle Marx a usou bastante em jardins – há vários grupos no Aterro do Flamengo e nos jardins da Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio de Janeiro – e, maravilhado, fez inúmeros desenhos do exemplar do SRBM, nos quais ressaltou o tronco bicolor, descamante e convulsionado, onde a aversão desta espécie à linha reta é mais conspícua. Desenho de R. Burle Marx - 1964

Estrela 12 - Copernicia cerifera

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Copernicia cerifera M . Esta é a Carnaubeira ou Copernicia cerifera , a palmeira que nos dá a cera. O Sr. Johnson, um dos da Johnson & Johnson, comprou em Fortaleza uma área de mais de um milhão e quatrocentos mil metros quadrados (que depois doou à Universidade Federal do Ceará) para testar quantas Copernicia pudesse e chegou à conclusão de que a cera da velha e boa carnaúba era realmente a mais adequada. Roberto Burle Marx viu nela outras qualidades e a usava em paisagismo. Segundo Pio Correa, chega a 40m de altura e a 200 anos de idade. No Sítio existem três delas. Possuem aspecto quase extraterrestre , tal a estravagância de feições que absolutamente não se prestam a poetices do tipo “ vento que balança as folhas ...” etc.. Não ! Esses rígidos leques fazem algo muito diverso de balançar suavemente : tremeluzem (o verbo existe), isto é, cintilam ao sol enquanto vibram em alta freqüência à mais leve brisa . No fuste , as bainhas remanescentes das f...

Estrela 11 - Pandanus baptisti

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Pandanus baptisti Hort. Existem mais de 700 espécies deste gênero , com 1216 nomes encontrados. Esta é a última , de mais ou menos meia dúzia , a ser utilizada em paisagismo por aqui . Para ser estrela , tamanho não é documento . É o caso deste pândanus, um pigmeu . Diferente de seus primos agigantados, os P. pacificus e P. tectorius , a estrela desta vez funciona como planta de cobertura de terreno . Para quem prefere não ter que ficar de cócoras , arrancando mato , apresenta a preciosa vantagem de alastrar-se ( alguns pândanus realmente caminham) sem permitir que ervas invasoras sobrevivam no mesmo canteiro . Possui, como mais expressivas características , a cor – uma vibrante e luminosa mistura de verde e amarelo em finas listras – e a anfibiovalência – palavra ( cuja inexistência acaba de ser corrigida) que designa sua capacidade recém descoberta (ao menos , por nós ) de viver tanto na terra quanto em cantei...

Estrela 10 - Euryale ferox

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Euryale ferox Salisb. Quem seria capaz de imaginar que existisse no planeta algum vegetal comparável à Victoria regia ? Pois ... existe! Não tão espetacular , é claro – seria exigir muito – mas , ainda assim , incrível . Ela perde da Victoria, nossa íntima , em dois itens importantes : não tem aquelas conspícuas paredes verticais de 15cm nas bordas das folhas e sua flor é muito menor . Mas as folhas possuem área equivalente e a mesma estrutura imersa , capaz de grandes vãos . Além disso, o desenho delicado em linhas vermelhas que interligam os numerosos espinhos (daí o ferox ) da vasta superfície é uma autêntica chinoiserie . Trata-se da Euryale ferox do Yang-tse e da Asia tropical . Pertence à familia Nymphaeaceae ou , às vezes – o que já parece exagero de preciosismo botânico – Euryalaceae . É a mais recente estrela do Sítio . Em menos de 6 semanas de plantada já apresentava folhas com 1,5m de diâmetro . Consta ...

Estrela 09 - Merianthera burle-marxii

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Merianthera burle-marxii Wurdack A estrela desta vez é um verdadeiro ‘Popeye’ do reino vegetal . Não , nada a ver com espinafre . A razão do paralelo está na anatomia singular do simpático personagem : assim como seus antebraços são mais robustos que os próprios braços, também os galhos da planta, ao contrário do que seria de se esperar, engrossam perto das extremidades . Trata-se de um arbusto atarracado que ainda produz lindas flores de tonalidade entre violeta e vermelho. Pertence à família Melastomataceae (bocas-negras), a mesma das Quaresmeiras . Roberto vibrou quando a descobriu, ainda mais porque o cenário era também deslumbrante . É endêmica de um vale que mais parece o depósito dos pães-de-açúcar que Deus fez com a intenção inicial de brindar determinadas vastidões geográficas com um monumento cada, mas, por algum motivo, deixou-os todos amontoados por lá. São monolitos graníticos , a perder de vista , alguns mais pontiagu...

Estrela 08 - Ficus, sp

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Ficus sp. Nascida epífita e espontaneamente, semeada no andar superior da floresta por algum pássaro, esta impressionante árvore resplandece além da Pérgola da Flor de Jade *, exibindo poderosas raízes que contrastam com as sombras silvestres e com a folhagem verde-escura de uma monstera escandente em seu tronco . É uma árvore que cresceu na contra-mão do usual e comportado de-baixo-para-cima da maioria . Quem a vê imagina que é pra lá de centenária , mas foi devido a um expediente ” nada louvável” que , em menos de 40 anos de pura “ ingratidão ”, chegou a alcançar o avantajado porte : ela estrangulou sua hospedeira – outra árvore , que lhe serviu de berço e de escada – da qual se nota ainda algum vestígio , quase totalmente emparedado em celulose . Até o dia em que o doutor Cornelius C. Berg ( talvez atualmente o maior especialista no gênero) nos visitou, tínhamos por certo que era um espécime de Ficus glabra , mas e...

Estrela 07 - Heliconia vellerigera

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Heliconia vellerigera Poepp. Num belo dia de 1998, um jardineiro me chamou: acontecia uma coisa espantosa num dos sombrais da coleção . Estava florescendo, e pela primeira vez no Sítio , uma determinada helicônia. Não era isso o motivo do alarme , mas o que vinha à luz : algo híbrido , entre lagosta, pela forma e pela cor , e macaco, por ser pendular e... peluda ! Ninguém no Sítio tinha visto nada parecido ( em termos vegetais , pelo menos ). Roberto, se a conhecia, nunca nos preveniu. Hoje , pesquisando pelos aplicativos de busca da Internet – Google, MSN e Copernic –recebi sempre a mesma resposta : “ Sua busca não obteve resultados ”. Foi identificada por ninguém menos que o professor Luiz Emygdio de Mello Filho , nosso insubstituível Conselheiro , e confirmada pelo colecionador José Abalo que já teve a coleção de helicônias maior do mundo . Ele disse que esta talvez fosse do Panamá , porque em qualquer corte ...